Alunos do GDV debatem problemas globais no XVI Fórum FAAP de Discussão Estudantil

Alunos do GDV debatem problemas globais no XVI Fórum FAAP de Discussão Estudantil

XVI Fórum FAAP de Discussão Estudantil


Prof.ª Carla Paulino e alunos da Delegação do GDV: Valentina Scherer, Giovanna Longo, Emily Bomin, Ana Luísa Homemco, Letícia Furtado, Rodrigo Robacow, Jade Ortiz e Thiago dos Santos Amaral Camargo

Alunos da 2.ª e 3.ª série do GDV marcaram presença em mais uma edição do Fórum FAAP de Discussão Estudantil. Entre os dias 17 e 20 de abril, eles atuaram como diplomatas, representando delegações de países em uma simulação da ONU. A atividade mesclou diversas disciplinas e durante quatro dias, os estudantes do GDV estiveram inseridos, em período integral, em um ambiente diplomático discutindo propostas para os principais problemas presentes na Agenda Internacional.

Entre os dias 17 e 20 de abril, a FAAP realizou o XVI Fórum de Discussão Estudantil, uma simulação de organizações internacionais multilaterais, que ocorre anualmente desde 2004 e reúne alunos do Ensino Médio de diversas escolas do Brasil. Nesta edição – que teve 655 participantes e 55 escolas – foram debatidos nos diversos comitês temas como influência do narcotráfico nos governos, reconstrução do mundo pós-Primeira Guerra Mundial, violações de Direitos Humanos, combate ao tráfico de pessoas na Europa, a integração europeia pós-Brexit, o fortalecimento da educação em países vulneráveis e o novo Pacto Global sobre Migrações, entre outros. A delegação do GDV foi composta pelos professores Cláudio Duarte (Geografia) e Carla Paulino (História) e pelos alunos Emily Bomin, Ana Luísa Homemco, Valentina Scherer,  Letícia Furtado, Jade Ortiz, Thiago dos Santos Amaral Camargo, Rodrigo Robacow e Giovana Longo, da 2.ª e 3.ª série do Ensino Médio.

Em quatro dias de negociações diplomáticas simuladas nos moldes da ONU, os alunos do GDV tiveram a difícil missão de debater sobre esses temas no Fórum FAAP, importante competição do gênero no país. Com domínio dos temas e discursos embasados, eles defenderam nos comitês propostas de soluções para problemas globais, resultado de intenso trabalho realizado na etapa preparatória, quando os oito alunos inscritos e os professores do Ensino Médio, Cláudio Duarte e Carla Paulino, reuniram-se semanalmente, ensaiaram as apresentações e estudaram as políticas externas dos países representados, focando o trabalho na habilidade oral, poder de argumentação e reflexão e opinião crítica acerca de assuntos de relevância mundial.

Segundo a Prof.ª Carla, “houve, dentro das possibilidades, um preparo anterior dos alunos para participarem do Fórum, pois muitas escolas trabalham com disciplinas relacionadas ao comércio exterior ou relações internacionais e, por isso, vêm com alunos muito preparados por trabalharem todo um ano letivo com os temas lá debatidos. Nós tivemos um mês para preparar os alunos do GDV e, considerando esse curto tempo, nossos alunos se saíram muito bem. Eles conversaram e debateram como gente grande, rapidamente se apropriaram dos temas que eram discutidos, tiveram uma participação intensa e jamais se sentiram intimidados de se posicionarem nos debates”. Opinião reforçada pelo Prof. Cláudio, que aponta para o crescimento da confiança dos nossos alunos conforme os dias foram passando e o domínio da dinâmica sendo apropriado. “No início fiquei nervosa e depois entendi melhor o funcionamento das coisas e pude me incluir no debate quando era relevante para o país que eu representava”, afirma a aluna Valentina Scherer.

Os alunos também dão destaque a importantes aspectos do Fórum FAAP, como o alto nível dos debates, o uso de termos sofisticados, o trabalho em comitês com temas específicos e a necessidade de pesquisa e conhecimento dos temas ali tratados. “Como o meu tema era urânio, um tema muito técnico, tive que pesquisar muito. O que me chamou a atenção foi o vocabulário dos delegados, muito diferenciado, mas isso não impediu a minha participação, pois eu me preparei pesquisando sobre o tema, mesmo nos dias do fórum” diz Rodrigo Robacow, representante no comitê AIEA, sobre urânio enriquecido no mundo.

Levar a experiência de sala de aula vivida no GDV para o fórum foi outro momento positivo, afirma Thiago dos Santos Amaral Camargo, que participou do comitê sobre educação. “Eu peguei os métodos do colégio, por exemplo, a metodologia ativa, e propus sua implementação a nível global”.

Dois outros aspectos sobre a importância desse tipo de dinâmica são apontados pelos alunos do GDV: a percepção de que os temas ali tratados estão presentes nas aulas no colégio e que os jovens têm contribuições a dar sobre os problemas mundiais contemporâneos. Além disso, aponta Valentina, são assuntos de grande relevância na vida e para o vestibular isso também faz muita diferença.

Emily Bomin, da 2.ª série do EM, acredita que trazer essa simulação cada vez mais para dentro da escola ajudaria muito as pessoas a se interessarem em participar do fórum e ampliaria o conhecimento geral sobre diversos temas globais. “Acho que essa simulação dentro da escola mostraria para as pessoas o que realmente é o Fórum. Não é sobre um país, é a discussão de temas muito importantes. Eu via notícias no jornal, conversas entre meus pais e eu nunca me atentava em saber o que era. Hoje eu sei que posso participar de qualquer discussão. A gente vê muito o que aprendemos em sala de aula nos debates lá. Aplicando em nosso dia a dia”.

O Fórum FAAP é um dos pioneiros em São Paulo no uso da metodologia role-play associado à resolução de problemas para alunos de Ensino Médio. O evento trabalha de forma transversal a interdisciplinaridade de conteúdos e as habilidades interpessoais dos participantes. Além de envolver a capacidade de pesquisa, a oralidade, a argumentação e a interação pessoal, ali não basta o aluno se apropriar do tema só de seu país, ele precisa se apropriar de uma série de conhecimentos para entrar nos comitês. “Exige conhecimentos de economia, diplomacia e outros. Acredito que no processo de preparação diversas disciplinas estão envolvidas, não só Geografia e História, pois os temas são muito amplos e têm caráter interdisciplinar, existindo também aqueles muito específicos, como no caso do urânio. Acredito que o Fórum trouxe um crescimento imenso dos alunos, apesar do caráter de disputa”, afirma a Prof.ª Carla.

Segundo a aluna Letícia Furtado, “participar do fórum foi importante porque me tirou de uma zona de conforto, um tema que eu dominasse plenamente. A superação de meus receios e o envolvimento com um tema – tráfico de pessoas – até então distante, mostraram que eu podia participar, que tinha o que falar e que havia um motivo para eu estar ali. Percebi, também, que é possível tomar medidas contra esse problema e se adolescentes acharam soluções para ele, por que não os governantes? Foi um aprendizado para a vida”.

Emily também valida a participação no evento. “O Fórum me ajudou a consolidar minha opção (Direito) pois gosto de argumentar, de refutar, debater. Não só para quem quer experiências na área, é uma experiência de vida. Mesmo que você não vá utilizar numa profissão, você passa a olhar o mundo de uma outra forma”.

Para os professores o legado deixado pela participação do GDV no Fórum FAAP é muito grande. “A capacidade de pesquisa, de ir a fundo num tema, mais do que qualquer outra coisa, é o verdadeiro estudar. Essa foi a principal lição”, ressalta o Prof. Cláudio. Além disso, afirma a Prof.ª Carla, ficou a capacidade do jovem se preocupar com problemas muitas vezes distante da sua realidade. O mundo precisa de pessoas que se dispõem a olhar um pouco além daquilo que elas vivem no cotidiano. Associar essa vontade de mudar o mundo à capacidade de fazer pesquisa, de se importar, assim a gente constrói um mundo melhor”.

As palavras finais de Valentina resumem o que foi a experiência vivida pelos estudantes do GDV. “Foi uma experiência marcante. Agradeço a escola pela oportunidade e pela experiência adquirida, que acredito será de muita importância para a minha vida”.

No Comments

Post A Comment